sexta-feira, 6 de julho de 2012

Concurso frase pqnosmimos


Concurso frase pqnosmimos
Meta: chegar a 200 curtir
objetivo: criar um laço cultural através de uma frase contendo o nome Pqnosmimos e que tenha no máximo 100 palavras até chegar a 200 curtir na fan pag, ao chegar nos 200 curtir a frase mais votada entre os seguidores da fan Page, ganhará sua frase postada na foto de capa da Pqnosmimos  e um diploma emoldurado (como troféu), no mês seguinte haverá um sorteio de um  vale compras no valor de 35,00 entre os que votaram na frase vencedora.

sábado, 26 de maio de 2012

Sorteio







1 AISHÁ
2 ALEXANDRE
3 ALZENETE
4 ANDRÉ ALMEIRA
5 ANGELA
6 ANINHA ALVES
7 ANTONIETA CAVALCANTE
8 ANTONIETA FERRO
9 ATILA
10 BRUNA BITENCOUT
11 CÁSSIA RIGO
12 DAVI
13 DECO
14 DENISE
15 DONOSTIA
16 DOUGLAS
17 EVERTON
18 FABRÍCIA MAGALHÃES
19 FERNANDO
20 GENES
21 GÉRSON
22 GHILHERME
23 GISELE
24 GUSTAVO
25 HELDER LEANDRO
26 HÉLIO
27 HERMAN TORRES
28 IDENTIDADE
29 IGOR
30 INGRID
31 JACIARA
32 JANNE
33 JÉSSICA
34 JKS
35 JOÃO MARIA
36 JOSEPH
37 JULIANA FERRO
38 JULIANA OLIVEIRA
39 KAIKE MELO
40 LARISSA
41 LEILANE
42 LÍLIAN
43 LUCAS
44 LUCIANA 
45 MARCOS
46 MARIANE 
47 MARX
48 MAYSA GOMES
49 MONIA 
50 MÔNICA
51 NATHALIA 
52 NAYA
53 NEY 
54 PRISCILA
55 RACHEL
56 REBECA
57 REPHAEL LIMA
58 RICARDO
59 ROBERTA ANDRADE
60 RODRIGO
61 ROGÉRIO 
62 RUTH
63 STEPHANY
64 TANIA
65 TANIA MARTINS
66 TECA
67 TÉCA
68 THA BRANDÃO
69 THAIS
70 THIAGO RODRIGUEZ
71 THIAGO TENÓRIO 
72 VALNÁ DANTAS

quinta-feira, 17 de maio de 2012


UM    TRABALHO    DE    ENDOMARKETING

Gérson Alves da Silva Júnior[1]

A administração está cheia destes conceitos com termos da língua inglesa. Numa  realidade alagoana falar sobre endomarketing é no mínimo trazer um conceito com roupa estrangeira para tentar propagar entre os membros componentes de uma determinada instituição valores que só alcançarão o seu propósito se forem vistos como exclusivos daquela instituição ou de algo inerente à mesma.
Em outras palavras, todo endomarketing que funciona perpassa dois pontos fundamentais: 1) o modelo interpretativo cognitivo utilizado pelos membros componentes da instituição e 2) a percepção de que a instituição enquanto conjunto possui propriedades positivas inexistentes em outras do mesmo segmento. Embora estes elementos estejam inter-relacionados, pois a percepção sempre está condicionada ao modelo interpretativo, apenas por questões didáticas estes dois elementos são separados aqui.
Modelo interpretativo cognitivo é o sistema que as pessoas utilizam para processar a realidade. Pois, a realidade nunca chega ao nosso entendimento como ela é. Quando vemos algo, ouvimos ou sentimos não estamos extraindo as freqüências e ondas eletromagnéticas transmitidas pelas coisas, estamos na verdade alterando estas coisas para a forma que nós entendemos: imagens, sons, toques, etc. Essas sensações são organizadas em nosso psiquismo interagindo com experiências passadas e crenças particulares. As coisas não são exatamente o que você está vendo.               
Essas premissas supracitadas são válidas para a percepção de si mesmo. Ou seja, se as crenças particulares de um sujeito referentes a si mesmo são negativas ou distorcidas elas determinam um modelo interpretativo que produz uma percepção também negativa ou desfavorável à adaptação de si mesmo. Por incrível que pareça essa percepção negativa de si mesmo acaba irradiando para as demais percepções da realidade. Por exemplo, se não me vejo capaz de fazer com que as coisas aconteçam por minha interferência na realidade, posso acabar esperando que as coisas aconteçam por si só, isto é, de um modo mágico e quase sobrenatural.
Essas crenças que formatam o nosso modelo interpretativo são construídas ou reforçadas em nossas vidas numa tentativa frenética de adaptação. Assim, se pegarmos o exemplo acima podemos questionar de que modo este modelo interpretativo se construiu? Ora! Todos nós sabemos que compromissos e responsabilidades assumidos trazem alegrias, mas, principalmente nos momentos iniciais de adaptação, traz-nos também certas frustrações. Alguns sujeitos enfrentam o desafio e quando superam o período de adaptação conseguem obter ganhos com o caminho que percorreram; outros, porém, preferem desistir[2] e evitar situações que lhes sejam desconfortáveis. Em ambas as situações pode haver resultados interpretados como satisfatórios pelos sujeitos. As duas situações ficam registradas em nossa mente e ambas as formas de reagir podem se cristalizar. Falamos cristalizar quando a resposta dada em um determinado momento, de forma um tanto aleatória, vai aparecendo com mais freqüência até se transformar em um padrão. Este padrão acaba sendo a estrutura de pano de fundo de um modelo interpretativo cognitivo.
Os sujeitos que desistem possuem este padrão porque obtiveram certo conforto evitando assumir responsabilidades e compromissos com sua própria realidade[3]. Assumir compromissos e responsabilidades não é fácil, embora possa nos trazer em longo prazo grande satisfação, os resultados imediatos quase sempre são dolorosos e frustrantes. Todavia, o conforto de não assumir responsabilidades e compromissos pode condenar o sujeito jogando-o num ciclo difícil de libertar-se.
Vamos pegar um exemplo simples para entender isto que estamos trabalhando. Digamos que um sujeito sedentário resolva fazer corridas longas pela manhã para melhorar seu condicionamento físico e seu bem estar geral. Caso ele não possua inicialmente nenhum problema em sua estrutura óssea e muscular, esteja vestido e calçado adequadamente para a atividade, poderemos supor que, dentre outras, ele passará pelas seguintes situações: 1) dificuldade de levantar cedo para fazer esforço, 2) dificuldades de coordenar respiração com ritmo das passadas, 3) cansaço, 4) exaustão e 5) dores musculares no dia seguinte. Como tendemos a diminuir os comportamentos que não apresentam uma conseqüência ligada a satisfação e prazer, quase que como uma regra a disposição natural para continuar com a atividade física irá se reduzir. Em outras palavras, a tendência é desistir[4]. Por essa razão, apenas alguns indivíduos que passaram por situações de esforço semelhante e não desistiram no passado obtendo ganhos e êxitos é que tenderão a continuar com o compromisso das corridas para melhorar seu condicionamento. Com o passar do tempo às pessoas que continuam com as corridas obtém benefícios (redução do cansaço, das dores, aumento da resistência, etc.) que mais uma vez reforça o seu modelo interpretativo de que vale a pena persistir. Não podemos deixar de atentar que as pessoas que desistiram também obtiveram certos benefícios: 1) dormiram mais, 2) não cansaram, 3)não sentiram dores musculares, 4) acordaram tranqüilas e assistiram a algum programa ou comeram alguma coisa que lhes reforçou a idéia de que não persistir com o esforço de algo penoso é o melhor a se fazer.
Sócrates, a IV séculos antes de Cristo, acreditava que se alguém era bom em uma coisa tinha uma probabilidade bem maior de ser bom em outra. Embora ele não tivesse a mesma leitura que temos hoje, sabemos que ele entendia precariamente o que chamamos de modelo interpretativo cognitivo. Pois, para ele se o indivíduo era um bom general tenderia a carregar essas boas qualidades para outros setores da vida. Infelizmente, assim como ele sabia, nós hoje sabemos que modelos interpretativos com formas ruins também se expandem para quase tudo que um sujeito faz em sua vida.
O exposto até o momento é suficiente para termos uma noção superficial do peso que possui um modelo interpretativo cognitivo. Passemos, portanto, a verificar agora o segundo elemento imprescindível para o funcionamento de um trabalho de endomarketing. Trata-se da percepção de que a instituição enquanto conjunto possui propriedades positivas inexistentes em outras do mesmo segmento.
A importância da percepção das propriedades positivas, ou pelo menos do conjunto das propriedades, serem inexistentes em outras do mesmo segmento se dá pelo fato da necessidade primordial de diferenciação. Temos um instinto natural para formarmos grupos e convivermos nos mesmos, porém para nos perpetuarmos e defendermos o grupo temos que reconhece-lo como tal. Só somos capazes de defender aquilo que julgamos existente. Se participamos de um grupo ou de uma instituição que é igual a todas as outras simplesmente não nos vemos como membros de algo. Pois, este algo só passa a existir cognitivamente quando for capaz de ser percebido diferentemente do todo. Se somos iguais a todos deixamos de existir na percepção das pessoas, pois nos tornamos anônimos.
Para que as pessoas participem efetivamente de algo “de corpo e alma” é preciso perceber primeiro que essa coisa existe. Para a nossa cognição algo só existe quando se diferencia do todo.
A percepção possui dois elementos que podemos destacar: 1) estímulos externos e 2) interpretação que as pessoas fazem dos estímulos[5]. Portanto, uma instituição ou grupo não precisa efetivamente ser diferente de fato das outras ou do todo, ela precisa na realidade é ser percebida como algo diferente. Nesse ponto entra a importância do modelo interpretativo cognitivo e a forma e ordem em que os estímulos externos são apresentados. Todavia, manipular os estímulos externos para se perceber algo que de fato não é, tem sua utilidade, mas carrega uma série de efeitos colaterais que podem sabotar o efeito principal esperado.
Não é muito difícil construir algo singular. Mais difícil é construir algo ordinário. Fisicamente falando nenhum processo na natureza ocorre de maneira exatamente idêntica a outro. As coisas, os processos e as instituições possuem particularidades de modo inevitável. Portanto, com o mínimo de esforço dos mantenedores de uma instituição pode-se construir  algo marcante na história. Esse mínimo de esforço deve ser desprendido na elaboração de uma missão institucional que vá além dos interesses particulares dos mantenedores e na luta para efetivar na prática cotidiana essa missão, de tal modo que as pessoas enxerguem isso e possam se filiar.    
Uma vez feito isto, a única preocupação deve recair sobre o modelo interpretativo cognitivo das pessoas que compõem a instituição. Pois, por mais que se faça, caso os membros constituintes de uma instituição tenham a auto-estima baixa essa percepção negativa será irradiada inevitavelmente para a instituição também.
É fácil encontrar pessoas com auto-estima baixa nos parâmetros prejudiciais que estamos trabalhando aqui. São aquelas pessoas que reclamam e não tomam uma atitude para modificar o que lhes parece desconfortável. Primeiramente é preciso compreender que elas reclamam na maioria dos casos não pelo que elas visualizam fora, mas pelo que percebem dentro de si mesmas. As manifestações de uma baixa auto-estima são complexas e podem confundir até mesmo um profissional.
Reclamamos sempre por insatisfação, então como diferenciar o sujeito normal[6] que reclama por algum problema concreto do sujeito que possui baixa auto-estima? O sujeito normal reclama e espera ser atendido nas suas solicitações, pois ele procura fazer as mesmas de modo pontual e exeqüível. Este sujeito não reclama por reclamar e não diz que está ruim sem apontar possíveis alternativas de resolução. Pois, ele se julga capaz e, portanto, gosta de opinar e envolver-se em empreitadas que apresentem resultados para reforçar ainda mais a idéia que tem de si. Sua reclamação é uma forma que ele encontra para demonstrar sua capacidade e força. Por isso, se ele for questionado em sua reclamação sobre como deveria ser a alteração, ele simplesmente responde com a solicitação de uma oportunidade para demonstrar como pode ser o diferente e apresentar os possíveis resultados.
Já o sujeito com baixa auto-estima reclama, mas ser for questionado sobre como deveríamos fazer para mudar, ele dirá: o lugar X ou Y é melhor. Dirá que só está ali por um tempo e na primeira oportunidade sairá para algo (que na interpretação dele é) melhor. Mesmo que sua crítica seja sobre algo concreto e possível de ser alterado ele não reclama para mudar isso. Ele reclama para confirmar a idéia interna que possui de está no lugar errado (o problema é que ele sempre está no lugar errado) e, portanto, se ele fracassar (o que é muito provável) a culpa não será dele, mas da porcaria que ele se envolveu ou participou. Assim, na percepção dele, dirá para si mesmo: eu sabia que isto não prestava e daria errado, mas ninguém me ouviu (afinal, ele gosta de ser vítima).
O sujeito normal deve ser temido quando reclama, pois já que o mesmo se ver capaz de alterar a realidade por meio de suas ações, uma vez que suas solicitações não são atendidas, ele procurará tomar alguma medida (que pode variar de uma simples atitude incomoda ou afastamento[7] até a uma agressão/violência direcionada) para demonstrar a possibilidade de se  fazer diferente. Se ele reclamar de algo que faz pouco sentido procure demonstrar isso a ele apresentando as razões, pois infelizmente ou felizmente ele não desiste tão fácil, visto que é autoconfiante.
O sujeito de auto-estima baixa reclamará incessantemente, mas nada além de reclamar fará. Ele no fundo não se vê capaz, assim acaba não sendo capaz mesmo. Ele nunca irá para um lugar melhor, pois os lugares melhores, se existirem, serão concorridos e ele não terá capacidade de enfrentar o desafio, visto que no seu íntimo teme, pois acredita ser fracassado. Ele se filiará a algo idêntico ou pior, e não será capaz nunca, mesmo que esteja em algo ótimo, de ver o quão especial é aquilo que ele pertence. No fundo, ele embora veja, não quer ver que ele é o grande mal, porque não contribui com nada, não muda, não constrói e nunca faz acontecer.
Quando observamos os grandes homens da humanidade veremos que eles sempre fizeram um grande trabalho de endomarketing. Sempre falaram bem e se orgulharam do que eram e do que se filiavam. Quando as condições não eram boas para falarem bem, eles lutavam para modificar as condições concretas de existência, mas nunca reclamavam simplesmente por reclamar. Por isso vemos Luis Gonzaga em suas canções dizendo que se pudesse nascer de novo queria ser ele mesmo, nascer no mesmo lugar, fazer e ser o que ele é do mesmo jeitinho. E não é só o caboclo Lula que sabe que a chave do sucesso está em se orgulhar das raízes e  aproveitar o momento e todas as potencialidades do ambiente que se encontra. O segredo de ser grande não está em desejar coisas grandes e perfeitas, mas em encontrar a grandiosidade e a perfeição dentro de si e dos ambientes que participa. Isso só é possível fazer com orgulho e vontade de contribuir e melhorar com o que se é e com o que participa.
Não se nega com isso a necessidade dos modelos, mas apenas colocamos os modelos no lugar que eles devem ficar: no lugar de modelos (nada mais, nada menos). Pois, cada homem deve ter seus modelos, mas construir a sua própria história de modo singular e exclusivo e isso só é possível com um orgulho humilde, capaz de valorizar e enaltecer tudo aquilo que este homem passa ou toca. Infelizmente apenas os grandes homens podem entender o que aqui é exposto, aqueles que não tem problema de baixa auto-estima.
Para os demais, para aqueles que não conseguem perceber a importância de fazer endomarketing e marketing daquilo que participam ou se filiam, não está tudo perdido, o conselho é procurar um bom psicoterapeuta ou pajé. Só serve se for bom, pois o problema não está naquilo que vocês participam, mas o que vocês fazem com o que participam. Infelizmente a percepção destes valores depende do modelo interpretativo cognitivo que vocês possuem. Só é possível executar um bom trabalho de endomarketing com pessoas normais, que não possuem problema com auto-estima. A propagação de valores exclusivos de uma instituição só é possível com pessoas que não tenham a auto-estima baixa, porque somente elas são capazes de visualizar a exclusividade de suas existências.


[1] Mestre em Educação pelo PPGE/CEDU da Universidade Federal de Alagoas, Formado e Licenciado em Psicologia pela mesma Universidade. Professor de Antropologia, Comportamento do Consumidor e Psicologia da Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação de Alagoas (ESAMC/AL). Gerente de Convênios e Projetos Especiais da Secretaria de Estado da Gestão Pública de Alagoas (SEGESP/AL).
[2] Explicar os detalhes da desistência de uns e persistência de outros seria extensivo demais para os objetivos deste texto. Aqui nos importa apenas que essas escolhas iniciais de desistir ou persistir em coisas simples acabam transformando-se em um padrão de reação.
[3] Quando o sujeito adquire determinados comportamentos para evitar determinadas situações ou fenômenos chamamos isso em psicologia de reforço negativo.
[4] A pessoa sedentária poderá reagir de modo diferente, se começar a fazer atividades acompanhada, não exagerar no esforço, em um local bonito, que possa encontrar outras pessoas. Pois, a dificuldade de acordar será minimizada pela motivação de estar com os companheiros, a respiração descoordenada será pouco atentada devido as conversas, o cansaço será reduzido visto que a atividade não será exagerada, o que minimizará as dores musculares do dia seguinte também. O único problema é que na prática nem sempre podemos alterar as situações concretas da vida para impedir as desistências.

[5] Na realidade muitos elementos estão envolvidos num fenômeno perceptivo: estímulos externos, captação destes estímulos e encaminhamento (sentidos e via aferente de neurônios) para área de processamento e interpretação, até que por fim a resposta que ocorre pela via eferente de neurônios atua sobre músculos e/ou glândulas.
[6] O sujeito normal não existe, aqui e no restante do texto utilizo este termo para fazer referência aos sujeitos que não são afetados por problemas graves de auto-estima.
[7] O afastamento seguido de isolamento será pouco provável, pois como o sujeito se julga capaz ele procurará se filiar a alguma outra coisa a fim de demonstrar para aquela primeira que seu intento é possível.